Caruaru realiza mês de combate a sífilis

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_Ação será em conjunto com as atividades do Outubro Rosa da Secretaria de Saúde_

O Dia Nacional de Combate à Sífilis é lembrado todo terceiro sábado do mês de outubro. Em Caruaru, a data será comemorada com ações de prevenção e combate à doença, na próxima quarta-feira (17), com a realização de teste rápido nos frequentadores e trabalhadores da Central de Abastecimento de Caruaru (Ceaca).

Além disso, até o fim do mês, dentro da programação do Outubro Rosa da Secretaria de Saúde de Caruaru, será realizado o CTA Itinerante, com a realização de quatro tipos de testes rápidos em oito bairros da cidade.

“Também vamos realizar atividades educativas com orientação e prevenção das doenças sexualmente transmissíveis, com foco na sífilis”, explicou a gerente do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), Giselda Melo.

De acordo com o último Boletim Epidemiológico da Vigilância em Saúde de Caruaru, foram registrados em 2017, 149 casos de sífilis em adultos no município. Este ano, até setembro, foram notificados 91 casos. Já nas gestantes, foram identificados 81 casos em 2017 e 76 registros em 2018.

*TESTAGEM* – Todas as pessoas sexualmente ativas devem realizar o teste para diagnosticar a sífilis, principalmente as gestantes no 1º trimestre da gestação, pois as principais complicações da sífilis congênita são aborto, má formação do feto e/ou morte ao nascer.

O recomendado é fazer o teste duas vezes durante a gravidez e repeti-lo logo antes do parto, já na maternidade. Quem não fez pré-natal, deve realizar o teste antes do parto. A sífilis é uma doença silenciosa que, na maioria das vezes, as mulheres não têm sintomas e só vão descobrir a doença após o exame.

Uma vez testadas e tratadas, é possível impedir a transmissão da mãe para o feto do Treponema pallidum. O risco varia de acordo com o estágio da doença na gestante: fase primária e secundária – 70 a 100%, fase latente ou terciária – 30%.

De acordo com gerente do CTA, Giselda Melo, é muito importante que o testes da sífilis seja feito também no homem, pois não adianta tratar a mulher e o bebê, e o homem continuar infectado. “Essa medida impede novas infecções pela bactéria”, reforça.

O tratamento da doença, depende muito da fase em que é feito o diagnóstico. Em geral utiliza-se a penicilina benzatina (benzetacil) para tratar a sífilis congênita.

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