Gestores escolares poderão alterar calendário para a reposição das aulas após a greve

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A greve dos caminhoneiros chegou ao 8º dia nesta segunda-feira (28), e os impactos já estão sendo sentidos pelos brasileiros em diversos setores e serviços, entre eles a educação. Em meio a falta de combustível que prejudica o transporte de estudantes, professores e toda a equipe escolar, além da falta de produtos básicos utilizados diariamente nas escolas, os gestores das instituições de ensino privadas estão sendo obrigados a promover o cancelamento ou a suspensão das aulas por tempo indeterminado.

O Sindicato dos Professores de Pernambuco (SINPRO-PE), orienta aos gestores a não realização das aulas nas instituições de ensino durante esse período de greve dos caminhoneiros. Já o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de Pernambuco (SINEPE/PE), orienta aos gestores a avaliarem a realidade de cada unidade de ensino, e então tomar a decisão pela manutenção ou suspensão das aulas.

Porém, muitos gestores ainda tem dúvidas sobre como realizar a reposição das aulas nos dias que as atividades foram suspensas nas escolas. Já, que a reposição provocará alterações no calendário escolas das instituições, e ao mesmo tempo, as reposições não poderão afetar os acordos coletivos entre os sindicatos e os professores.

O advogado especialista em direito educacional, Luiz Tôrres Neto, explica que uma alternativa seria a reposição das aulas não realizadas antes do recesso escolar. “Umas das orientações que recebemos dos sindicatos foi que as escolas poderiam estender o calendário escolar até o final do mês de junho e consequentemente adiar a aplicação das provas para o mês de julho, mas, como os professores estão de recesso, as provas seriam aplicadas por fiscais. Sendo necessário a firmação de um acordo com os professores”.

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