Dentistas da Prefeitura de Caruaru  têm salários congelados há sete anos e gestão não negocia com a categoria

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Com o salário congelado há sete anos, que hoje corresponde a R$ 1.383,00 por 40 horas de trabalho semanais, os cirurgiões-dentistas da Prefeitura de Caruaru esperam por uma resposta da gestão para retomada das negociações, marcada para o dia 17 de janeiro desde ano e cancelada pela administração. 

Como se não bastasse o congelamento da remuneração, os profissionais ainda têm que arcar com outros prejuízos, como o desconto integral da gratificação doPrograma Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (Pmaq) durante as suas férias. A Prefeitura alega que o valor é aplicado na contratação de um profissional substituto. ‘Isso não ocorre. A unidade de saúde fica sem o atendimento odontológico nesse período’, informa Dra Zaíra Patrícia, servidora e diretora do Sindicato dos Odontologistas no Estado de Pernambuco (Soepe).

Em sinal de protesto contra o baixo salário, os servidores realizaram o movimento Dezembro de Luto, trabalhando de jalecos pretos. A administração vem realizando outros descontos na folha de pagamento dos dentistas, considerados descabidos pelos profissionais. Um deles é a reposição do terço de férias referente apenas ao valor do salário base, quando o desconto é desse valor é realizado sobre o montante das gratificações.

Segundo a cirurgiã-dentista Zaíra Patrícia, a categoria também reivindica uma data-base para negociação da pauta de reivindicações, que também inclui melhores condições de trabalho, para atender melhor a população.  O presidente do Sindicato dos Odontologistas no Estado de Pernambuco (Soepe), professor Ailton Coelho, ressalta o absurdo que a gestão comete ao promover a desvalorização de profissionais que todos os dias estão trabalhando nos postos de saúde para salvar vidas e recebendo pouco mais de um salário mínimo por 40 horas semanais.

 

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