Artigo* O pior cego… por Dr Cláudio Cumaru

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Tenho acompanhado, e tão somente acompanhado, o andamento da gestão de um governo que ainda não se encontrou e ao que me parece continuará perdido. Com quase um ano e três meses de gestão, o governo Raquel Lyra não tem conseguido fazer o básico, o conhecido feijão com arroz. A cidade perdeu o colorido e toma destino ignorado, tudo isso por falta de planejamento e incompetência técnica. Quando vejo um governo acumular em tempo recorde o número de ações de improbidade e inquérito civil que a prefeita Raquel Lyra contabilizou, causa-me preocupação de como ela chegará ao final de seu governo, e pior, se conseguirá até mesmo concluí-lo. A falta de humildade em reconhecer que a gestão está claudicante é o seu maior erro. Às vezes é preciso voltar a estaca zero e começar tudo de novo, pois insistir no que não está dando certo, além de ser uma perda de tempo gera novos problemas incontornáveis. É o que tem acontecido com o governo municipal que tem conseguido exaltar a máxima de que o pior cego é aquele que não quer ver, e nessa gestão o diagnóstico é de cegueira absoluta. Cercada por “profissionais” de baixa qualidade técnica ou lotados em setores incompatíveis com suas “habilidades”, Raquel marcha para o cadafalso, cuja corda de enforcamento ela mesma carrega. O caminho escolhido, ao que me parece, é pedregoso, distante, sem saída e sem volta. Encurralada em sua própria soberba, a prefeita municipal “acreditou” que poderia fazer um governo essencialmente técnico, compondo-o com forasteiros ao mesmo tempo em que desprestigiou bons profissionais que temos em nossa terra. Isso lhe tem custado caro, como a todos nós, não só pela má formação do seu secretariado, mas pela baixa qualidade destes, dentre os quais muitos não conhecem a cidade e outros desprezam a nossa gente. E o governo que seria do povo e para o povo é na verdade uma oligarquia ditatorial, onde este mesmo povo não tem voz nem vez, só podendo opinar com o seu voto se quiser destituir esse governo burguês.

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