Ronaldo Pacas apresenta seus três homenageados com a Medalha Padre Zuzinha

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O vereador e primeiro secretário da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Vereadores de Santa Cruz do Capibaribe vai homenagear esse ano com a Medalha Padre Zuzinha Mauro Pereira Nunes, Marluce Rodrigues de Lima Oliveira e José Severino Damasceno.

A Medalha Padre Zuzinha é ofertada aos que conseguiram por seus atos, projetos e iniciativas contribuir para o crescimento de Santa Cruz do Capibaribe. A Medalha representa o reconhecimento dos feitos desses ilustres cidadãos e será entregue em cerimônia na manhã de 29 de setembro de 2017 na Casa Doutor José Vieira de Araújo, na Rua Manoel Rufino de Melo, nº 100 – Centro.

O PADRE ZUZINHA

José Pereira de assunção (Padre Zuzinha) nasceu em 07 de abril de 1905, no Sitio Várzea Grande, zona rural de Taquaritinga do Norte.

Aos 16 anos de idade, Padre Zuzinha começou a frequentar o seminário de Olinda e então foi ordenado padre em 1933, através do bispo Dom Ricardo de Castro Vilela. Um mês após ser ordenado pároco, ele assumiu a catedral de Nazaré da Mata, que em seguida foi encaminhado aos municípios de Surubim e Goiana.

Em Santa Cruz do Capibaribe, ele exerceu a sua função de padre e se identificava bastante com a população mais carente do município, além do sacerdócio, o Padre Zuzinha também atuou em outras áreas. Foi o primeiro presidente do Ypiranga e também presidiu a Banda Musical Novo Século.

Padre Zuzinha também se tornou gestor de município santa-cruzense por duas gestões (de 1° de abril de 1968 a 31 de janeiro de 1972 e de 31 de janeiro de 1977 a 31 de janeiro de 1982). Antes de assumir a prefeitura em 1968, ele foi vítima de um atentado no dia 20 de janeiro daquele ano, durante uma festa de São Sebastião na Vila do Pará, ele foi atingido por alguns disparos de arma de fogo em sua perna. Apesar do atentado, ele assumiu a prefeitura de muletas.

O Padre Zuzinha faleceu em 5 de outubro de 1983, aos 78 anos de idade no ‘Prontocardio’ (Pronto Socorro de Cardiologia) em Caruaru. O Sepultamento aconteceu no dia seguinte e recebeu cerca de 15 mil pessoas, entre elas 21 padres da região, o bispo na época, Dom Augusto Carvalho, políticos do estado e a população em geral. (1)

Conheça os homenageados de Ronaldo Pacas: 

     

Mauro Pereira Nunes

Nasceu em 04 de Abril 1949 no Sítio Maracajá – Taquaritinga do Norte (PE). Filho de Abílio Nunes e Inácia Pereira, sendo um dos oito filhos deste casal.

Trabalhou desde pequeno até o início da adolescência na agricultura junto com seu pai, mãe e irmãs. Enquanto seu pai viajava pelas cidades de alguns estados do Nordeste como fotógrafo, ele mais tarde acompanharia os passos do seu pai, cuidava junto com suas irmãs do sítio da família.

Ainda jovem mudou com a família para Santa Cruz do Capibaribe, onde começaria uma nova etapa da sua vida, entrando no ramo do comércio. Seu primeiro emprego foi oferecido por seu Júlio Beringue, em uma mercearia, ou “budega” como antes era chamado. Desse emprego em diante, o sentimento comerciante não saiu mais da sua vida.

Aqui fez muitos amigos, também conheceu sua esposa Nevinha Mestre, com quem casou em 10 de Janeiro de 1973. Juntos tiveram três filhos, Clécio, Cleciana e Taciana.

Por alguns anos também trabalhou por Santa Cruz do Capibaribe, ligado diretamente aos governos do inesquecível Padre Zuzinha, do amigo Agustinho Rufino e mais tarde de Ernando Silvestre.

Acerca de 10 anos Mauro montou uma pequena empresa para compra de produtos recicláveis (papelão, plástico, ferro, alumínio, entre outros) na Rua Cabo Otávio Aragão, nas proximidades do Parque Florestal Fernando Silvestre. Com este gesto ele cria uma ligação direta com as pessoas humildes e faz perpetuar os ensinamentos do Padre Zuzinha.

No local, além de comprar os materiais levados pelos recicladores, chega a oferecer lanche aos mesmos. Vale destacar que esses profissionais garantem assim o sustento de suas famílias e ajudam a deixar nossa cidade mais limpa.

Mauro é considerado pelos seus parente e amigos um grande homem e um exemplo de vida e orgulho para todos.

Marluce Rodrigues de Lima Oliveira

Nasceu em 20 de fevereiro de 1945 na cidade de Santa Cruz do Capibaribe (PE). Filha da senhora Margarida Maria Bezerra (Maninha) e do senhor Sebastião Rodrigues de Lima (Ciba Alfaiate).

De família tradicional e romeira do Padre Zuzinha, Marluce atua no trabalho social de forma voluntária há duas décadas na Fundação Beneficente Pare Zuzinha.

Casou com Otávio Mariano de Oliveira em 25 de dezembro de 1966, em uma cerimônia celebrada pelo próprio Padre Zuzinha (José Pereira de Assunção).

Mãe de Edson, Cláudio, Núbia e Daniela, ela é costureira de profissão e compõe a diretoria da Fundação Padre Zuzinha há 5 anos.

A história de dedicação, benevolência e doação de Padre Zuzinha tem capítulos moldados com a contribuição significativa de Marluce Rodrigues. Ela tem uma vida dedicada a sua terra natal e aos fazer pelo próximo.

Aqui reside desde que nasceu, contribui com a história e a formação de Santa Cruz do Capibaribe.

Católica fervorosa, pessoa séria, dona de uma personalidade tranquila e serena, Marluce é uma cidadã que veste na essência da palavra a imagem de uma trabalhadora.

Generosa e justa, se dedica ao trabalho filantrópico por entender que o gesto dispensa holofotes e engrandece o ser humano.

José Severino Damasceno

Nasceu em Altinho (PE) em 3 de dezembro de 1964. Filho de Severino Leandro de Maria e Edelvita Juvita da Conceição.

Em abril de 1988 foi para Caruaru, onde ingressou na Polícia Militar de Pernambuco. Mais tarde foi transferido para o Corpo de Bombeiros Militares, onde permanece até hoje.

Da relação com Maria Solange da Silva resultou o nascimento de Ádler Victor Damasceno.

No Corpo de Bombeiros passou por Recife (cerca de um ano), retornou para Caruaru. Em 1994 prestou concurso para sargento e alcançou a aprovação. Em 2004 realizou seu Curso de Aperfeiçoamento de Sargento (CAS) em Recife, para sua nova promoção.

Em 2008 chega na cidade de Santa Cruz do Capibaribe a convite da Gestão Municipal, para desenvolver um trabalho educativo junto ao comércio e a indústria, mais especificamente no que diz respeito a divulgação do sistema de prevenção contra incêndio e pânico.

Em 2010 Damasceno é efetivado na Seção de Bombeiros existente em Santa Cruz do Capibaribe. Onde se encontra até hoje e desempenha a cargo de Subtenente e desempenha funções administrativa e operacional na Corporação.

Nessas três décadas de serviço prestado a Polícia Militar de Pernambuco/Corpo de Bombeiros Militares de Pernambuco, e nove anos de atuação na Capital da Moda, Damasceno deixa sua marca de contribuição na história de nossa gente.

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