Caruaru terá primeira Apac de Pernambuco

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A construção da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) em Caruaru voltou a ser discutida entre a diretoria da entidade e o governo de Pernambuco. Em reunião realizada na última quarta-feira (10), no Recife, o presidente da Apac Caruaru, Manoel Santos, apresentou ao secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, um dossiê contendo toda a documentação da unidade caruaruense, como estatuto, ata de eleição da diretoria, localização do terreno e o projeto arquitetônico.

A reunião contou com a participação do presidente do Sindloja, Alberes Lopes, que também exerce a função de vereador em Caruaru; o diretor de Marketing do Sindloja, Sílvio Nascimento, e o diretor de Micro e Pequena Empresa, Carlos Terra; o vereador Sérgio Siqueira; a juíza de execuções penais Orleide Rosélia; a secretária da Mulher de Caruaru, Perpétua Dantas – que ratificou o apoio do poder municipal no projeto em nome da prefeita de Caruaru, Raquel Lyra; Carla Vieira, representando o coronel Aureliano, da Secretaria de Ordem Pública; e o delegado Erick Lessa.

 

“O secretário adiantou que o Ministério da Justiça pretende construir 50 Apac’s no Brasil e ele irá se empenhar para que Caruaru receba uma delas, tendo em vista que já existe o projeto, o terreno e a formalização da unidade na cidade”, afirma o presidente da Apac Caruaru, Manoel Santos. Pedro Eurico deverá em breve visitar a cidade para conhecer o terreno onde será construída a unidade. A diretoria da Apac também solicitou uma audiência com o governador Paulo Câmara, que deverá ser marcada através do secretário Pedro Eurico.

A Apac de Caruaru foi criada em 12 de março de 2010, em reunião extraordinária realizada no Sindloja, que foi uma das entidades que abraçaram a causa por entender a importância da Apac no processo de ressocialização de detentos. Nesta assembleia, foram aprovados o estatuto da associação e os nomes dos membros da diretoria. “A Apac é considera uma saída para o caos vivenciado pelo sistema prisional brasileiro. Ela já existe em outros Estados, como São Paulo  e Minas Gerais,  e vem obtendo grande êxito na redução de rebeliões  e violência nos presídios”, explica Manoel Santos.

Em maio de 2010, membros da diretoria do Sindloja, do judiciário de Caruaru e da Secretaria de Direitos Humanos de Pernambuco foram até Minas Gerais conhecer as Apac’s construídas nas cidades de Itaúna e de Nova Lima.  A Apac de Itaúna foi a primeira a ser construída em Minas e hoje serve de modelo para vários sistemas prisionais do país e do exterior. A associação recebe mais de 400 visitas por mês de pessoas que querem conhecer como funciona esse sistema. Em uma área de mais de três hectares estão presos dos regimes fechados, semiaberto e aberto.

Recentemente, a Apac voltou ao debate na sociedade depois que o Bruno Fernandes, ex-goleiro do Flamengo condenado a 22 anos e 3 meses de reclusão pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, foi transferido para uma unidade da Apac de Santa Luzia, em Minas Gerais. Lá, ele carrega as chaves da própria cela e trabalha vigiando os demais detentos. Atualmente, existem 48 unidades semelhantes da Apac em quatros Estados brasileiros.

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