População de Belo Jardim discute em praça pública a violência contra a mulher

No mês dedicado à mulher, a luta feminina ganha ainda mais força para a luta: Neste domingo,19, o coletivo feminista Desabrochar vai debater em praça pública com as moradoras de Belo Jardim, os vários tipos de violência que a mulher pode sofrer.
A cidade que não conta com ajuda de uma delegacia voltada para a mulher, se vê cada dia mais à mercê dos diversos tipos de brutalidades contra tal público. As vítimas que pouco contam com a ajuda das autoridades, ainda têm que conviver com o medo de serem expostas dentro de uma cidade pequena e acabam aceitando caladas as agressões.
Segundo a psicóloga Rebecca Brayner, o encontro será fundamental para dar voz e visibilidade às mulheres que há tanto tempo clamam por equidade. “No evento cada uma recolherá para si mesma, suas relações e seu modo de estar no mundo, reconhecendo a força e lugar do feminismo na construção dessa sociedade dia após dia”, contou.
Quando a violência é difícil de ser enxergada 
Ao contrário do que muitos pensam, violência contra a mulher não é somente aquela que deixa marcas físicas: os relacionamentos abusivos e qualquer outro tipo de abuso psicológica provocam tantas ou mais consequências do que as agressões que causam hematomas no corpo.
E é justamente sobre essa variedade de violência que o coletivo pretende debater. O intuito é trazer à tona não só a violência doméstica, mas também outras formas de agressões contra o público feminino, discutindo desde questões psicológicas até as físicas.
Além do debate, o evento contará com o monólogo Da Paz, interpretado pela atriz Jaciende Lima. Também haverá um show com uma banda de mulheres que se uniram para o movimento, trazendo um repertório completamente feminino. Poemas e produção de cartazes farão parte da ocasião..
“O texto Da Paz, não trata só da violência criminal, mas também dá voz às mães que perderam seus filhos e filhas para alguma violência: espancados e espancadas até a morte por questões de orientação sexual, pedofilia, estupradas ou mortas pelos seus companheiros.. A única forma de resolver a violência é agindo”, revelou uma das organizadoras do evento, Jacy Lima.
Professoras, estudantes, advogadas, jornalistas, escritoras, musicistas, psicólogas e militantes da luta das mulheres participarão do evento, que acontecerá na Praça do Padre Cícero, em Belo Jardim às 15hrs.

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